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Novidade para muitos, uma nova tecnologia social envolvendo produtores agrícolas e consumidores está sendo desenhada no país.  O modelo nascido em 1920, na Alemanha, espalhou-se pelo mundo na Segunda Guerra Mundial, ganhou corpo no Estados Unidos, em 1980 e  é de lá que vem o nome  Community Supported Agriculture . Em português, Comunidade que Sustenta a Agricultura – CSA.

Nas Comunidades que Sustentam a Agricultura, quem planta e colhe tem todos os seus custos financiados por quem consome, estabelecendo uma nova relação, de pessoa para pessoa e não de pessoa para produto. O que os participantes costumam traduzir como sendo uma mudança da cultura do preço para a cultura do apreço.

 

 

Em geral, o produtor faz o  levantamento dos gastos e pró-labore para o período de um ano. O valor é dividido pelo número de coagricultores ou  consumidores que são conscientes das possibilidades de quebra na produção, da sazonalidade das hortaliças e frutas e etc.  Quem escolhe fazer parte de uma CSA, deixa de ser um mero consumidor e, se quiser, pode participar de todas as etapas de produção do alimento na propriedade agrícola a que estiver associado.

Já são 60 Comunidades espalhadas no país, sendo 21 em Brasília. Nos pontos de convivência, que pode ser a propriedade rural, um ponto comercial, praças ou instituição pública, o coprodutor vai buscar sua cesta semanal, em horário determinado, ali ele mantém uma relação de proximidade com quem produz o alimento e com outros cotistas.  As crianças participam desse modelo de relacionamento com as pessoas e, também, com a natureza, experiência que deverão  levar para onde forem, contribuindo para a ampliação dessa nova “arquitetura social” como definiu o  artista plástico alemão, Hermann Pohlmann, que  criou em  2011 a CSA de Demétria, em Botucatu, São Paulo e que deu origem as demais.

A CSA Brasília pretende aumentar o número de associados, oferecendo oportunidade  àqueles que não têm condição de pagar uma cota inteira. Ele terá sua cota  coberta por quem puder pagar um pouco  mais pelo custo da produção de uma família de agricultor.

A CSA Brasília e a Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares, firmaram uma parceria para realizar o Ciclo de Palestras sobre Comunidades que Sustentam a Agricultura ao longo de todo este ano. A primeira foi realizada no último 24 de abril, na Fiocruz e um dos temas foi CSA como estratégia de patrimônios alimentares.

Além de ampliar o debate sobre CSA e Saúde, outro objetivo da palestra é tornar-se um espaço para estimular a criação de mais comunidades.

Para mais informações, acesse o site do CSA Brasília :  csabrasilia.wordpress.com

 

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